quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

PROMOÇÃO FANTÁSTICA


ESCURIDÃO ABSOLUTA
Venha participar desta emocionante aventura


    

        

                              Volume I                                       Volume II
                                                                                                                 
A Revista Fantástica promove junto com o autor o lançamento do Volume II da saga que veio para abalar os alicerces da Criação.

Você só precisa escrever um divertido comentário, convidar amigos a participar e curtir as páginas aonde aparece clichês de divulgação do livro.

É muito fácil. Clique no link e solte suas ideias.


Para ganhar siga o lema do herói: - Tenha fé!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A HISTÓRIA POR TRÁS DA ESCURIDÃO - PARTE II



ENTREVISTA EM DUAS PARTES

Continuando...

Blog-Will43: Você, então, chegou ao objetivo mais alto de um autor. E como foi que lidou com a perda súbita desta grande oportunidade.
Roberto: No primeiro momento eu me senti desolado, tinha feito um livro ruim que, no entanto, era um excelente script cinematográfico; e tentei entender por que aquilo acontecera comigo. E hoje eu penso que poderia ter sido pior se não estivesse familiarizado com a dificil missão de fazer ficção no Brasil, pois eu havia comparecido aos debates e palestras patrocinadas pelo Clube de Leitores de Ficção Científica. E nestes encontros conheci o trabalho de muita gente, inclusive o nosso desenho 3D, Cassiopéia. E também fiz amizade com o fanzineiro César R. T. Silva, que me apresentou a membros do clube, como o Roberto Causo. Através do clube eu assisti a uma palestra com o escritor George Lodi, da qual gostei muito. E todos eles pareciam seriamente empenhados em divulgar o gênero realismo fantástico, inclusive, publicavam anualmente suas antologias. Um dos contos de que me lembro se chamava, Camarões do Espaço. Quando eu comecei a falar do meu trabalho para eles, o César se propôs a publicar um texto curto em seu fanzine, então entreguei a ele o conto de uma página: o perdão do mendigo, que já havia publicado no Jornal de bairro Expressão da Liberdade. Quando leu pediu-me para esclarecer se o Matador de Estrelas era uma nuvem. Na hora eu não compreendi o motivo de ele fazer tal comparação, mas a primeira imagem que me veio à cabeça foi o retorno de V'ger em Star Trek: the motion picture, de 1979, e só recentemente descobri a que se referia. Dias atrás visitei uma página de blog onde encontrei o conto: A Escuridão, de André Carneiro, publicado em 1922, que fala como uma grande nuvem de poeira estelar cruza com a órbita da Terra e encobre o Sol, mergulhando o planeta na escuridão por alguns dias. Além de nunca ter lido este conto antes, não vi qualquer semelhança que possa comprometer o perdão do mendigo, pois neste o colapso da estrela de um mundo fictício é provocado por um objeto celeste desconhecido e leva o sistema solar à destruição.
Blog-Will43: Agora você tocou num assunto muito interessante para tratarmos aqui, que é a mania de alguns críticos de comparar o trabalho de um novo autor com obras consagradas. Qual sua opinião a respeito disto?
Roberto: Eu vivi esta experiência e tenho medo disto. Apesar de minha obra não estar na mídia sei que é possível aparecerem ideias semelhantes, mas a proposta de Escuridão Absoluta e dos demais títulos de minha autoria é original. Também já desisti de alguns projetos por causa da similaridade do insight com algo que, porventura, surgiu depois de eu ter aquilo em mente. A não ser que exista telepatia, o senhor Batata podia ter sido um boneco de pano numa aventura infantil de suspense. Logicamente a figura do personagem da Pixar em nada se assemelha ao que eu tinha em mente, mas o nome estará eternamente ligado ao personagem em 3D.
Blog-Will43: E você já encontrou algo parecido com Escuridão Absoluta?
Roberto: Não. Escuridão Absoluta é única no gênero. Exceto pela suspeita de frases e parágrafos que encontrei aqui e ali, nada até agora chegou perto de ser a mesma história.
Blog-Will43: A que frases e parágrafos você se refere?
Roberto: Bom. Quando trabalhava para apresentar Escuridão Absoluta às Editoras peguei uma série de textos curtos criados para marcar o avanço do Matador de Estrelas pelo Universo, que apareceriam intercalados entre os capítulos, e os transformei em cartão de visita. Foi inconveniente ver mais tarde, em 2002, ideias parecidas no texto de abertura de uma serie em quadrinhos envolvendo super-heróis americanos. Mas na tradução para o português as ideias imprecisas ficam claras, ora referindo-se na trama à um destruidor de estrelas e outras vezes chamando-o de Devorador de Mundos. O caso mais recente aconteceu enquanto eu assitia ao 12º episódio de um spin-off na televisão, quando ouvi o personagem dizer o destino da missão, repetindo literalmente na legenda o conteúdo que estava em um parágrafo do cartão de visitas. Porém, o seriado acabou não encontrando destino com este argumento, assim como eu já havia descartado seu uso no livro pelo mesmo motivo. Estes dois casos são com certeza mais do que coincidência, fora outro caso, mais antigo, envolvendo Sem Vestígios. Apesar disto ser uma afronta moral contra o verdadeiro autor, o uso das ideias não foi proposital. Alguém se apropriou delas e as apresentou à produção como sendo seu autor, prática que quando descoberta termina com o encerramento da serie. Provavelmente, com a digitalização dos recursos de proteção do direito autoral aqui no Brasil esta pratica abusiva será cada vez menos habitual.
Blog-Will43: Direito autoral é realmente complicado. O autor amador geralmente não tem noção do que está fazendo quando usa parâmetros de outra obra. E a melhor maneira de encerrarmos esta conversa será dizendo um pouco sobre o próximo livro de Escuridão Absoluta.
Roberto: Tudo bem. Mas eu queria lembrar sobre o que eu havia dito anteriormente de fazer a  aventura em duas partes.
Blog-Will43: Claro, eu me lembro. Foi na sua primeira entrevista.
Roberto: Pois é, isso mudou. Eu fiquei tão atarefado ultimamente que me deparei com a falta de perspectiva de encerrar a historia até o final de 2012. Não foi por falta de ideias, mas pela constatação de que havia criado um estilo dentro do emaranhado de textos. Quem lê o Volume dois percebe que a historia de Loma progride lentamente para o clímax enquanto a do Matador de Estrelas é contada de trás pra frente. Isto fez com que eu retomasse o plano original, abrindo mais um volume.
Blog-Will43: Isto até que é bom. Como você disse antes, o leitor precisa de tempo para digerir toda a informação e entender a trama no pano de fundo da história.
Roberto: Exatamente. E no Volume II, Loma fará descobertas incríveis sobre os Senhores de Orgiyê enquanto tenta se adaptar ao regulamento de convivência dentro da astronave. No entanto, o foco principal da historia fica sendo a origem do Matador de Estrelas, e os leitores  ficarão extasiados à espera do Volume III.
Blog-Will43: Estou certo de que o leitor irá ver a mudança como uma forma de a história continuar interessante. E agradeço também por ter revelado suas experiências, pois agora sabemos o quanto vem batalhando por seu espaço. 
Roberto: Agradeço por esta nova oportunidade e aproveito para dizer que: o sucesso vem em consequência do que se aprende com os erros e fracassos. Tchau!
Blog-Will43: Muito bem. E encerramos na moral. Um abraço!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A HISTÓRIA POR TRÁS DA ESCURIDÃO - PARTE I

ENTREVISTA EM DUAS PARTES

Todo leitor jovem nem imagina quanto tempo um autor leva para dar corpo ao seu trabalho. Temos o exemplo de escritores famosos, como: Vinícius de Morais. Mas em nenhum momento se soube quanto tempo leva para um escritor de ficção científica criar uma boa história.

Blog-Will43: Nossa conversa anterior foi bem descontraída e aguçou a curiosidade de algumas pessoas. Portanto, falaremos sobre a criação do livro Escuridão Absoluta.

Roberto: Sem problema. Pode perguntar.
Blog-Will43: Na entrevista anterior você afirma que lia artigos científicos e romances de ficção. Poderia citar alguns deles?
Roberto: Posso sim. Mas a história é longa, você vai ter de me aturar! - risos.
Blog-Will43: Tudo bem. Vamos ter uma página só pra esta entrevista. Continue.
Roberto: Vamos lá! Na época em que nasceu a ideia de escrever a historia eu lia Artur C Clark, autor de 2001 e 2010. Acompanhei os pocket books da série Battlestar Galáctica, estes são os que me lembro agora. Eu era fã de séries de TV, como: Jornada nas Estrelas, Fuga no Século XXIII, Planeta dos Macacos e Perdidos no Espaço, que eu assistia desde pequeno. Espaço: 1999 foi uma série que curti bastante na extinta Rede Tupi, e até tenho ideias para uma nova trama. Dos quadrinhos veio o gosto por super-heróis e aventuras fantásticas. E teve um episódio em minha vida quando conheci o grande Hélcio de Carvalho, na época diretor de quadrinhos da Editora Abril, que morava na mesma rua que eu. O Hélcio se sentou ao meu lado no ônibus, ao voltar pra casa, e me encontrou lendo gibi. Ele então abriu sua maleta e despejou cinco exemplares de cortesia na minha mão. Foi um baita incentivo, por conta disto você pode ter ideia do quanto eu amava quadrinhos. Quando eu me casei tinha cerca de dois mil gibis e minha mulher ao ver tudo aquilo ficou maluca. Eu tinha várias coleções completas da Bloch Editores e entre elas havia a do Homem-Aranha e a do Superman, mais as da Editora Abril e Panini Comics. Ela me fez vender tudo! Até hoje eu sou fã incondicional de Stan Lee, Steve Dikto e Jack Kirby e seus personagens, que agora curto no cinema. Mas voltando ao assunto do livro, em meio à leitura de gibis e romances comecei a ler aos domingos  os artigos do proeminente astrofísico Marcelo Gleiser; e assim passei a admirar o trabalho de outro astrofísico com mil ideias na cabeça sobre o Universo: Alex Fillipenko. Estes artigos me inspiraram a escrever um conto em 1978, este também foi o primeiro rascunho das aventuras de Loma & Cássia dos confins do cosmo a participar de um concurso. Lembro-me de ter recebido incentivo do meu empregador, que prestava serviços gráficos às editoras. Já em 1982, refiz toda a estrutura do conto e dei inicio ao livro, inclusive com novo título, passando a se chamar: Uma Aventura nas Estrelas. Como eu desenhava muito bem, rascunhei o perfil de vários personagens, que podem ser vistos no blog, mas a história ficou empacada no quinto capítulo durante décadas, até chegar em 1996, no surgimento das pequenas editoras por demanda. Corri e apresentei meu trabalho à Rosalba Fachinetti, da Angelara Editora Ltda. O texto estava cru e não havia chegado ao final, só havia feito até o quinto capítulo. A Rosalba me incentivou, embora o mercado não estivesse tão aquecido quanto se pensava para uma editora pequena arcar com produções independentes. Entretanto, nós nos reuníamos para pensar em como dar corpo à obra, e a primeira coisa que perguntou para mim foi: o que é o Matador de Estrelas? Eu dei uma definição razoável baseada na teoria das cordas, mas aí notei que até aquele momento eu não havia construído as características do fenômeno. Marquei o ponto pra ela. Depois disso, ela ainda me pediu pra arrumar um nome mais comercial, pois uma aventura nas estrelas rimava com guerra nas estrelas e jornada nas estrelas, os dois ícones da época. Eu passei uma semana sobre o minidicionário Aurélio para encontrar o título adequado. Então uni duas palavras escuridão e absoluta com o subtítulo: O Matador de Estrelas. E a Rosalba gostou do resultado, porem, achava o subtítulo um tanto perverso, mas eu o mantive assim mesmo. Como estávamos próximos do fim do milênio, havia aquele clima de destruição do mundo e eu queria aproveitar para lançar a saga como uma história apoteótica atemporal, que poderia ser contada em qualquer época, mas que não necessariamente envolve-se viagens no tempo, dimensões paralelas ou quinta dimensão. Um ano se passou, o mercado gorou e a Rosalba fechou as portas. Desde as minhas reuniões com a Rosalba tive um excesso de insights para a produção de historias e, com tempo livre, concluí o primeiro ensaio da saga Escuridão Absoluta cujo registro foi no mês de outubro de 1997. Depois disto vieram mais dois títulos registrados em 1998, Sem Vestígios e Orbitador Espacial: Niterói. Escrevia como louco, mas eram mais ideias do que texto apreciável. Perdi meu emprego e com a indenização parti para a produção independente com a tiragem de 200 exemplares da aventura policial: Sem Vestígios. Foi um sucesso, mas o texto estava cheio de erros gramaticais. Fui um amador mesmo! Aí chegou uma série de televisão chamada Labirinto, a minissérie policial de Gilberto Braga estreada pelo ator Marcos Assumpção, e quando vi o autor dando entrevista para explicar as falhas da trama, um mês depois eu apresentei Sem Vestígios para o Luiz Gleiser, diretor na companhia Globo Filmes naquele ano de 1998, e em dezembro estava assinando um contrato de orçamento. Aí chegou 1999, e, igual à série homônima, veio o desastre. A manipulação da cotação do dólar pelo governo federal destruiu o sonho de produzir grandes produções de cinema por mais de uma década. E eu continuei no anonimato, sem um grande final para a saga de Escuridão Absoluta.

continua....





domingo, 1 de janeiro de 2012

CONTAGEM REGRESSIVA

A partir do dia 2 de janeiro 
tem início a contagem regressiva 
para o fim do Universo

Impresso
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